sábado, 25 de junho de 2016

AS HERESIAS E AS IMATURIDADES DO POVO PENTECOSTAL E PÓS-PENTECOSTAL


        Dias desses, participei de um Debate numa rádio, onde falamos sobre a avalanche de heresias que ocorre nas igrejas brasileiras.
 
Primeiramente, precisamos fazer uma distinção enorme entre “heresias antigas” e “heresias atuais”. As “heresias antigas” eram oriundas de muito estudo e muita pesquisa. Os chamados heréticos eram professores, conhecedores profundos da matéria que estavam defendendo. Outra coisa: nos Concílios só entravam os mestres e doutores que se debruçavam por 100 dias sobre um tema qualquer para esmiuçá-lo. Todos levavam seus escritos sobre o assunto que iriam defender ou combater e só entravam no recinto após ser verificado seu trabalho.
 
Em segundo lugar, não podemos chamar de heresia o que acontece em algumas igrejas no Brasil. O que existe aqui é um comportamento de rejeição à cultura, ao saber, ao conhecimento, aliado a uma frenética busca por alívio e consolo imediatos. E, para tal, utiliza-se de tudo que puder para chegar a um fim pretendido. Não é heresia o que se pratica na maioria das igrejas pentecostais e pós-pentecostais, quando avaliamos heresia por um critério mais histórico e teológico. O que há de avalanche passando por algumas igrejas é eminentemente fenomenológico. Até porque os que estão propagando essas tolices são líderes sem o mínimo que se exige de conhecimento teológico para se construir uma heresia.
 
Em terceiro lugar, temos igrejas novas mal formadas, onde seus líderes não têm conhecimento teológico quase que nenhum; não há anciãos que sirvam de referência à novel igreja e nem doutores e mestres para ensiná-la. 
 
Em quarto lugar, os líderes dessas igrejas fazem cursos rápidos, exasperados que estão para sair ao campo. Procuram “seminários miojos” – cursos teológicos em 3 meses ou 6 meses. O chamado “curso rapidinho”. Não há como preparar uma pessoa para o pastorado em tão pouco tempo.
 
Em quinto lugar, temos essa enxurrada de equívocos acontecendo em centenas de igrejas, porque transformamos o Logos (a Palavra) de Deus em Mythos.  
 
Em sexto lugar, o povo também é culpado porque procura caminhos mais fáceis, rápidos e com respostas menos demoradas. O povo não gosta de ler, estudar, refletir, aprofundar, comparar, etc. E quem não lê, não sabe.
 
Em sétimo lugar – eu teria ainda muita coisa a dizer, mas o tempo não permite – continuamos a insistir em bater numa tecla que é um tiro no nosso próprio pé. Insistimos em perseguir quem estuda, quem busca conhecimento, os nobres doutores e mestres da Bíblia. Só que sem eles não temos boas traduções, interpretações, exegeses, hermenêutica dos textos das Sagradas Escrituras.
 
As igrejas brasileiras, de um modo geral, não investem em pessoas que possam estudar profundamente Arqueologia, Paleontologia, Filologia, Linguística, Línguas Originais para que tenhamos pesquisadores que nos sirvam de consultores de assuntos que nós não dominamos. Não investimos em doutorados teológicos eficientes, porque invejamos quem sabe mais do que nós. Aliás, atacamos o tempo todo os nossos mestres e doutores. Só que sem eles, sem os pesquisadores, ficamos catando moscas e falando um monte de besteiras.  
 
O Brasil se notabiliza por ser um país de igrejas populares, mas absolutamente patronais, que leem a Bíblia da maneira simples, romântica, verticalista, a partir de verdades sistematizadas, denominacionalizadas, com aplicações práticas no que dizem respeito à conduta comportamental, tudo a partir do seu rol de “sábios” e “entendidos” a seus próprios olhos.
 
             Não aguento mais ouvir que estudar mata espiritualidade, traz frieza espiritual e perda de sensibilidade, etc. Quem tem perda de espiritualidade é quem se mete com o poder temporal, pois passam a maquinar o mal o tempo todo contra os seus oponentes e se insuflam de mesquinharias, perdendo totalmente a sensibilidade. Um mestre ou doutor na palavra lê, estuda, pesquisa, aprofunda seus conhecimentos, avaliam discursos, faz prova de cada um deles, para terem argumentos válidos, embasados, com vistas a ensinar o povo de Deus o que está mais próximo da verdade.  Além disso, ao contrário dos que invejam o conhecimento, a Bíblia diz:
 
“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada HONRA, PRINCIPALMENTE os que trabalham na palavra e na doutrina” (1 Timóteo 5.17).

              Neste texto, timh está no genitivo singular. Podendo o versículo ser traduzido da seguinte maneira também:

“Devem ser considerados merecedores de DOBRADOS HONORÁ- RIOS os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino” (1 Timóteo 5.17).

               Os sentidos da palavra “honra”, no português, são: DISTINÇÃO, MERCÊ, CONSIDERAÇÃO; EXALTAR, ELOGIAR. No grego, timh, DINHEIRO, HONORÁRIOS, HONRARIA, PRECIOSIDADE, PREÇO, SOMA, VALOR. Neste mesmo diapasão está a palavra “reverência”, que significa RESPEITO PROFUNDO, ACATAMENTO, CONSIDERAÇÃO.
 
              Portanto, a própria Bíblia nos estimula a RESPEITAR, CONSIDERAR, HONRAR DUPLAMENTE os nossos oficiais, aqueles que nos ensinam e ainda fazê-los participantes de todos os nossos bens (materiais e espirituais):
 
“E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui” (Gálatas 6.6).

              Mas se quisermos paralisar essa avalanche de meninice e imaturidade cristã ocorrida em centenas de igrejas brasileiras, precisamos fazer duas coisas fundamentais. Primeiro parar de falar mal daqueles que estudam e levam essa vocação a sério. Em segundo lugar, nos apressar na formação de liderança eficiente, em todos os aspectos.

Rev. Paulo Cesar Lima.
 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

«JESUS – O MAIOR DE TODOS OS INTÉRPRETES DA BÍBLIA»

 
INTRODUÇÃO
 
Escolhi o tema «Jesus – o maior de todos os intérpretes da Bíblia» – porque sem Ele ficaríamos no obscurantismo, na ignorância, e cairíamos nas mãos de manipuladores da verdade, por não sabermos como interpretar a Bíblia de forma coerente e consistente sem Ele. Foi Ele quem reinterpretou a Torá Oral que, nas mãos de santos perversos, só fazia oprimir o povo.
 
Jesus foi quem mais investiu na libertação da consciência do povo. Aliás, começou o seu duro ministério numa luta titânica no deserto e venceu o império do mal com a expressão bíblica: «Está escrito!», reafirmando-a todo tempo em face de distorções sugeridas como propostas indecentes pelo arqui-inimigo do ser humano. E, quando a disputa se tornou mais rígida, não deixou de dizer ao diabo a frase lapidar da sua tentação: «Tam­­­­bém está escrito!». «Também está escrito» para aqueles que ousam interpretar voluntario­­­­­­samente a Bíblia de forma incorreta e distorcida. «Tam­­­­­­bém está escrito» para aqueles que imaginam que citar algum texto da Bíblia seja o suficiente para radicalizar seus pontos de vista. «Também está escrito» para aque­­­­­­les que tomam o caminho da ideia absoluta, dogmática, fechada, fanatizada, um tipo de fundamentalismo sem contraditório. «Também está escrito» para intérpretes bíblicos que fazem o caminho da “particular interpre­­tação”.

 
Digo assim porque com a expressão «está escrito» pode-se dizer o que quiser, até mesmo propagar os mais profundos equívocos na área da interpretação bíblica; o «está escrito» dito por um neófito, pode provocar concei­­­­tos descabi­­dos, incoerentes, inconvenientes, inoportunos e mortais; o «está escrito» mal empregado pode gerar igrejas mórbidas, opressoras e oprimidas, igrejas que medem a espiritualidade de uma pessoa pela proteção ou não que ela tenha de Deus.
 
Ninguém tem todo poder em relação à verdade, mes­­­­mo que fale a partir do que «está escrito», porque isso o tornaria onipotente, divino.

 
O que eu estou tentando passar para vocês, nesta noite, é que a resposta de Jesus, o maior de todos os intérpretes das Sagradas Escrituras, a esta sórdida proposta de satanás é que, mesmo que alguém afirme que «está escrito», sempre haverá um «também está escri­­­­to» da parte de Jesus. Ou seja: haverá sempre um «tam­­­­bém está escrito» para quem diz «está escrito» sem base, sem contexto, sem coerência, sem lastro histórico, sem maturidade, sem profundidade, sem responsabilidade, sem critério, sem discernimento, sem prudência, sem humildade, sem princípio, meio e fim, sem teologia...

 
CONCLUSÃO:

 
Para cada pedalada hermenêutica no uso irresponsável do «está escrito» que se pretenda absoluto, dogmático, autoritá­­­­­­rio, categórico, imperativo, sentencioso, equivocado, mal interpretado, isolado, há sempre um «também está es­­­­­­crito» para chamar a atenção daqueles que se embre­­­­­­nham pela radicalização de um só versículo e ainda mal interpretado.
 
Jesus, o maior de todos os intérpretes da Bíblia, não permitiu que se fizesse a expropriação do conteúdo da Palavra de Deus. Aliás, é dele a mais contundente das afirmações sobre a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada: «... a tua palavra é a verdade».
 
Lutou, como ninguém, contra ferozes manipuladores da religião, e nos deixou o maior de todos os legados: a liberdade.

 
Termino, nesta noite, com um pequeno achado biográfico do grande filósofo francês Rousseau. Além de filósofo, era criador e escravo do individualismo.
 
Certa vez foi encontrado por uma pessoa que o pegou lendo o Novo Testamento para sua filha e imediatamente o interpelou:
 
– «Que é isso Rousseau? Você que se proclama incré­­­­dulo, cético, está ensinando o Evangelho à sua filha»?

 
Ele então responde:

 
– «Meu amigo, se você tem alguma coisa melhor que o Evangelho para ler, faça o obséquio de me mostrar».
 
Deixo-lhes uma última palavra, que é uma das minhas frases baseadas na luta de Jesus no deserto:

 

«A liberdade é e sempre será maior do que o pão».
 
 
Rev. Paulo Cesar Lima

 


quinta-feira, 2 de junho de 2016

O «JESUS» QUE NEM JESUS CONHECE

            



Há um «jesus» popularizado pela religião que nem Jesus conhece.
 
A informação acima não é nova quando se trata de Cristologia. Os cristos caricaturados, fisiculturados nas telas de nossas tvs, nos filmes, na literatura e nas próprias apresentações que as igrejas fazem da imagem de Cristo alguma coisa que não bate com a revelação das Escrituras. O resgate da imagem perdida do Jesus das Escrituras é o desafio-tarefa deste trabalho.  

 

O «jesus» QUE NEM JESUS CONHECE

 
          Concordo plenamente com certo escritor quando diz que, «em matéria de religião, o ‘ídolo’ disfarçado em Deus é pior do que o diabo».
 
O Jesus dos evangelhos nunca desejou criar uma religião, outra religião, uma religião verdadeira ou mais uma religião. Na ver­­dade, os primeiros cristãos foram chamados «os do caminho». A razão é simples: Jesus se preocupava com a vida, o perdão, o amor, elementos que humanizam o homem, alvo de sua pregação. Paradoxalmente, a men­­­­­­sagem de Jesus, no primeiro século, soou como uma mensagem SECULAR dentro de um mundo possuído pela RELIGIÃO.

 
Precisamos recordar que os primeiros cristãos eram chamados de ateus, por não adorarem as divindades ali existentes. Isto posto, mais uma vez o desafio é colocado para nós. Portanto, ou humanizamos a nossa mensagem com vistas a alcançar o homem, ou vamos perder a grande chance de transformar o homem religioso em apenas um ser humano, pois a tendência do «homem religioso» é separar-se do «homem comum», mas o «homem-sim­­­­plesmente-humano» consegue se aproxi­­mar do homem comum, sem nenhum tipo de precon­­ceito e pré-julgamento.

 
Perguntaram uma vez a um grande professor de teologia sobre o que ele achava da sociedade humana que, mesmo vivendo no século XXI, ainda se deixava influenciar pelo fanatismo e fundamentalismo. Sua resposta foi precisa: «Eu é que pergunto: ‘Como podem existir pessoas que pensem diferente disso tudo que está aí e que é tão comum a todos os homens, num mundo tão cheio de fundamentalismo e fanatismo’?» 
 
A lembrança de Jesus não é uma tentação de historicismo, uma espécie de saudade do passado, mas uma necessidade para assegurar a autenticidade do querigma. Sem um retorno ao passado pa­­­­ra encontrar o próprio fundamento, a cristologia se dissolve, tornando-se mera eclesiologia, simples pneumatologia ou uma inexpressiva antropologia. O Evangelho dos evangelistas é uma proteção para o evangelho do querigma. O Jesus da história impede o Cristo proclamado de tornar-se um mito, uma gnose, uma ideologia. A referência a Jesus pro­­­­tege o querigma da ameaça do subjetivismo.

 
É preciso desmistificar, entre outras coisas, a forma cúltica de apresentação de um Cristo de fabricação humana, personagem da alegria dos homens. O «Jesus histórico» que foi trocado pelo «Cristo da fé», absolutamente mediocrizado e devorado por uma religião mercadológica e consumista, precisa voltar as telas humanas. Conquanto entendamos que os contornos histórico de Jesus, às vezes recheados de especu­­­­­­lação, quase sempre não batam com os sentidos dados ao «Cristo da Fé» pela nossa frágil dogmática, não há como separar o «Cristo da fé» do «Jesus histórico». Se­­­­­­gundo a opinião de diversos teólogos e cientistas da religião, as duas coisas podem muito bem se harmonizar, sem que precisemos anular a prova histórica dos evan­­­­­­gelhos, mesmo com todos os retoques teológicos, românticos que sabemos existir.

 
O QUE FIZERAM COM JESUS

 
Quem lê os evangelhos de Jesus, segundo a ótica de Marcos, Mateus e Lucas, há de refazer toda a sua ideia acerca daquele que foi chamado Filho de Deus, Filho do Homem, Jesus Cristo, Jesus de Nazaré, Salvador, Senhor, Filho do Altíssimo, Emanuel, Filho de Davi...

 
A bem da verdade, as interpretações que a Igreja, ao longo desses dois milênios, veio fazendo acerca de Jesus, foram descaracterizando o simples carpinteiro da Galileia. Constantino, imperador romano, por exemplo, cria a famigerada «Teologia do Cristo-Rei», uma reinterpretação do ambiente social em que Jesus viveu com seus pais e parentes. Nesta visão, a manjedoura é substituída por uma recâmara real; José e Maria viram membros da realeza; os trapos em que Jesus foi envolvido tornam-se roupas reais. A partir desta ideia, Jesus vai sendo afastado do homem comum e ganhando feições magníficas, majestáticas, augustas. A simplicidade do Filho de Deus é modificada por imagens pujantes, grandiosas, pomposas. Ao final, Jesus é cooptado pelo religiosismo que Ele deu a sua vida para combater. Passa a censurar, rejeitar, julgar, incriminar, sentenciar, condenar o homem, alvo do seu amor, quando Ele veio, segundo os evangelhos, para perdoar pecados, salvar, libertar e anunciar as boas novas. Não nos esqueçamos que «o machado» estava nas mãos de João, o último a fazer como os profetas do Antigo Testamento, nas mãos de Jesus estava o amor, a misericórdia, a graça e a promessa de jamais «torcer a cana esbagaçada» e «apagar o pavio que ainda fumega».

 
Sem conhecer o Filho de Deus, segundo os evangelhos, nossa noção de certo e errado, verdadeiro e falso, santo e profano se perde na mais profunda escuridão do fanatismo religioso.
 
Não é possível ver o Jesus dos evangelhos sendo apresentado da forma mais intolerante, intransigente pelas igrejas atuais. Um Jesus que se transforma num xerife perseguidor, sempre atrás das portas para nos pegar em erros recorrentes e nos condenar. Um Jesus que só pensa em descobrir pecados ocultos nos homens; um Jesus sem o mínimo de critério para julgar cada caso. Um Jesus que depende mais de quem o interpreta do que de si mesmo. Este verdadeiramente é o «jesus» que nem Jesus conhece.  
 
Não precisamos tanto de intérpretes de Jesus quanto precisamos de quem se arrisque a viver os desafios que Ele deixou de exemplos para serem imitados.


Σ 'Αυτόν, ο Ιησούς, είναι η δόξα στους αιώνες. Αμήν.
Rev. Paulo Cesar Lima.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

OS MENTIROSOS SERÃO LANÇADOS NO LAGO QUE ARDE COM FOGO E ENXOFRE ...

NVI – «Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os MENTIROSOS — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte». (Apocalipse 21:8)


NTLH – «Mas os covardes, os traidores, os que cometem pecados nojentos, os assassinos, os imorais, os que praticam a feitiçaria, os que adoram ídolos e todos os MENTIROSOS, o lugar dessas pessoas é o lago onde queima o fogo e o enxofre, que é a segunda morte». (Apocalipse 21:8)



ARA – «Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os MENTIROSOS, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte». (Apocalipse 21:8)


BÍBLIA VIVA – «Mas os covardes que deixam de me seguir e voltam atrás, e aqueles que me são infiéis, e os corruptos, e os assassinos, e os imorais, e aqueles que convivem com demônios, e os adoradores de ídolos e todos os MENTIROSOS – o destino deles é no Lago que queima com fogo e enxofre. Esta é a Segunda Morte». (Apocalipse 21:8)


Por muito tempo – olha que durou um bom tempo – vi apocalipse 21:8 com os óculos do preconceito. Após ouvir, aqui e ali, que o destino dos MENTIROSOS é no lago de fogo e enxofre, percebi que, na minha acomodação, deixei-me convencer pelo senso comum. Era mesmo o que todos estavam falando e eu tinha apenas que aceitar a interpretação. Isso durou até o momento que eu fui estudar o apocalipse criteriosamente. Meu Deus! Apercebi-me dos erros que vinha cometendo na interpretação do último livro do Novo Testamento.


Comumente, somos levados pelo senso comum. «O que a maioria está dizendo é a verdade», dizemos para nós mesmos. Não nos damos conta do quanto isso é destruidor, prejudicial e alienador. Aceitamos as coisas sem nenhum tipo de esclarecimento. Ora, convenhamos, não precisa. Estamos ouvindo a interpretação de pessoas «famosas», elas sabem mais do que nós. É assim que fazemos, porque nos sentimos bem sendo «dependentes» de outras pessoas. Não estamos mesmo interessados em entender a Bíblia, pois o que sabemos dela já é o suficiente. Por isso temos tanta estupidez, distorções, fanatismos, conclusões estapafúrdias nas questões que envolvem a interpretação de temas bíblicos.


Numa leitura mais pelo lado da hermenêutica, entendi que o apocalipse não está falando daquele que mente ocasional, circunstancial ou contingencialmente. Não tem a ver com uma mentira forjada para você sair de uma situação difícil; não tem a ver com uma mentira fabricada nos laboratórios da sua imaginação. O que passei a entender é que eu estava lendo o livro de apocalipse. Ou seja: eu estava diante de um livro de leitura incomum. No apocalipse, a igreja, em alguns espaços em que ela foi edificada, está sendo perseguida e a fé dos cristãos está sendo provada. Portanto, a interpretação de qualquer texto apocalíptico deve, fundamentalmente, estar ligada ao contexto do livro. Isto significa que, se eu pegar a palavra «mentirosos» fora do contexto de apocalipse, eu posso ter uma ideia completamente errada sobre ela – o que vem acontecendo até aqui.


De posse desta informação essencial, pude entender que os MENTIROSOS de apocalipse 21:8 referem-se aos DISSIMULADOS, aos TRAIDORES, que traem dizendo mentiras. Em que circunstâncias? Alguns, não aguentando a pressão das perseguições, acovardaram-se, mentindo sobre quem são, sobre sua fé, sobre Jesus e, além de entregarem seus irmãos, passaram para o lado de Roma.


Rev. Paulo Cesar Lima.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

ESTRATÉGIA COMUNISTA DA ESCOLA DE FRANKFURT, ANTONIO GRAMSCI A SAUL ALINSKY

 A Escola de Frankfurt foi o grupo que teve o mais forte impacto na cultura americana e afins. A EF foi uma espécie de posto avançado na América do socialismo europeu. Willi Muenzenberg, com mais alguns bolcheviques, fundou a Escola de Frankfurt.

Os dois principais membros da EF foram Herbert Marcuse e Franz Neumann. Este último era, na verdade, um agente soviético. Seu propósito era dominar todo o sistema educacional do Ocidente e particularmente dos Estados Unidos.

Bertrand Russell, que trabalhou com a Escola de Frankfurt, disse:

“Usando técnicas psicológicas para ensinar as crianças, seremos capazes de produzir uma convicção inabalável de que a neve é preta.” Eles estabeleceram uma escola aqui.

Foi John Dewey, filósofo norte-americano, que trouxe alguns alemães da EF para a América, em 1933, e despeja-os em Princeton, Berkeley e Brandeeis. Os objetivos desses pensadores era a homossexualidade e a sexualidade para as crianças; a promoção do consumo excessivo de álcool, e, o maior de todos, a destruição da religião nos Estados Unidos e no mundo. Eles basicamente iniciaram a deterioração da sociedade. Willi Muenzenberg disse:

“Nós vamos fazer o Ocidente tão corrupto a ponto de feder.”

Não dá para conceber que nos anos 30 havia grupos de intelectuais planejando e conspirando como fariam a América e o mundo “tão corruptos a ponto de feder”.

O plano era proteger qualquer pornógrafo, qualquer depravado, qualquer forma cultural negativa que encontrassem para degradar a cultura. E isso se alinha com o feminismo de hoje, um desejo da EF para transformar uma sociedade patriarcal numa sociedade matriarcal. Em outras palavras, a ideia era remover o pai como provedor amoroso, disciplinador, discipulador, líder de sua casa, promovedor de virtudes, integridade e modéstia.

Essa ideia de desmantelar, destruir a família, carrega o propósito de destruir uma nação. E em vez de ter um pai que lidera, discípula, protege a casa e dá provisão à família, o governo toma seu lugar como um Estado-babá.

A Escola de Frankfurt desenvolveu o conceito de marxismo cultural. Você penetra a cultura, assume seu comando e então todo o resto se seguirá. Eles fizeram isso e hoje nós temos a revolução cultural completa. Tanto que os americanos e o mundo estão familiarizados com a frase “faça amor, não faça guerra”, que na verdade é de Herbert Marcuse da Escola de Frankfurt.

Então eles foram atrás da educação, da mídia, e foram muito bem sucedidos na mudança de visão do mundo inteiro. Sobre os americanos, o que eles chamam de “politicamente correto”. Mas na verdade é o marxismo cultural com o objetivo de destruir o cristianismo, criar o caos e então seguir para seu objetivo final, do marxismo cultural ao marxismo tradicional, que é o socialismo.

A maior parte da estratégia para refazer a América desde dentro começou com o italiano Antonio Gramsci, que escreveu mais de 2.000 páginas na década de 30 explicando como derrubar a cultura judaico-cristã desde dentro. O plano que ele sugeriu é o foco principal da esquerda desde então.

Antonio Gramsci foi um filósofo neomarxista, um comunista italiano. Gramsci é provavelmente o maior causador de problema no mundo. Ele provavelmente é o mais responsável pelos nossos males sociais do que qualquer outra pessoa no planeta.

Ele sabia da importância de minar a moral e o caráter de nosso país. Como a América tinha uma forte herança cristã, ele tinha que atacar a cultura, mudar a cultura. Até mesmo inserir pornografia em áreas que as pessoas normalmente não aceitariam. Ele disse:

“Nós vamos destruir o Ocidente, destruindo sua cultura. Vamos nos infiltrar e transformar a sua música, sua arte e sua literatura contra eles próprios.”

Isso significa penetrar as universidades para escrever os livros, os romances, a poesia, a música, a crítica literária. E, controlando a cultura, você pode moldar o pensamento das gerações seguintes. Ele diferia de Marx. Em vez de, por exemplo, destruir a igreja ou outras instituições básicas – ele dizia para infiltrá-las e usá-las para mudar a cultura.

O que Gramsci dizia é que a maneira que o governo e a sociedade se perpetuam é através das igrejas, porque elas estabelecem os padrões e moldam a vida das pessoas, as regras e como as famílias devem ser estruturadas.

Ele não queria uma revolução nas ruas porque seria derrubada pela polícia no dia seguinte. Ele queria mudar a sociedade a longo prazo, para que a revolução acontecesse sem que percebêssemos.

Os comunistas têm sido muito eficazes na promoção de sua ideologia em Hollywood e nos meios de comunicação de massa. Foi exatamente o que aconteceu e vem acontecendo até hoje. É o que tem funcionado e está funcionando agora. E é daí que vem muitas pessoas. E essa é a grande história de sucesso do comunismo nos últimos 50 anos. São os professores, educadores, e os jornalistas a tropa de choque de Gramsci do futuro.

Um dos principais discípulos de Gramsci, Saul Alinsky, tornou-se um dos mais influentes radicais da década de 60. Saul Alinsky era um radical de destaque em Chicago dos anos 30. Ele trabalhou de perto com o partido comunista. Ele costumava treinar com rifle no campo de tiro com Leon Despres, que mais tarde foi um mentor de Barack Obama. E eles treinavam tiro porque sabiam que a revolução estava próxima. Mas ela não veio então eles tiveram que ser um pouco mais sutis.

Saul Alinsky foi chamado por um organizador comunitário para criar agitação. Ele disse: “Você será acusado de ser um agitador e isso é exatamente o que você é”. Ele queria os pobres e os ricos brigando uns com os outros (a famigerada luta de classe).

O que a esquerda tem feito na América e em quase todo mundo é colocar pobres contra ricos, negros contra brancos, e jovens contra velhos. É a mesma tática usada por Hitler para desunificar a Alemanha.

Vejam, eles sabiam que não eram fortes o suficiente para conquistar um país unificado. Então eles separaram a Alemanha em pequenos grupos. Eles usaram o preconceito como arma para paralisar o país. Lembre-se disso quando ouvir esse tipo de conversa. Alguém vai ganhar algo com isso, e não vai ser você.

Eles usam o conflito como justificativa para por e destituir governo para parar o caos. Eles criam o caos e se apresentam como solução para o caos. É como o Dr. Schaeffer disse:

“Uma vez que este caos vem, a maioria das pessoas
cede ao autoritarismo, porque não querem o caos”.

O livro de Saul Alinsky era uma espécie de manual de campo para estas organizações ativistas. Onde o presidente Obama estudou e ensinou em cursos por quatro anos em Chicago como organizador de comunidades para a ACORN.

Em “Regras para Radicais” dedica-se o livro a alguém estranho:

“E que não esqueçamos, pelo menos um reconhecimento rápido com o primeiro radical... o primeiro radical conhecido pelo homem que se rebelou contra o ‘establishment’ e fez isso de forma tão eficaz que pelo menos ganhou seu próprio reino – Lúcifer.”

Saul Alinsky e Antonio Gramsci dedicam seu livro abertamente a Lúcifer ... Satanás.

Acho que isso diz tudo sobre onde suas ideias e planos são baseados.

Qual o impacto de Saul Alinsky sobre o movimento de esquerda hoje? Ele basicamente o define. Saul Alinsky pegou as melhores ideias de Gramsci e da Socialista Fabiana, as combinou, reembalou e vendeu-as aos radicais dos anos 60.

Depois de estudar Alinsky, Richard Cloward e sua esposa Frances Fox Piven criaram o que é conhecido hoje como a “Estratégia Cloward-Piven”.

A ideia era basicamente que para destruir a sociedade ou destruir o capitalismo eles precisavam sobrecarregar o sistema. A ideia era fazer com que todo mundo dependesse do estado. Fazer com que toda pessoa, de alguma maneira, mamasse nas tetas do governo. Isso foi chamado de “Estratégia de Crise”. E tornou-se muito conhecido por ativistas e radicais nos anos 60. Eles publicaram um artigo em maio de 1966 da revista Nation chamado “O Peso dos Pobres”, em que delinearam sua estratégia.

Rathke leu esse artigo e criou o que hoje conhecemos como ACORN. E, claro, Cloward-Piven estava estudando Saul Alinsky. Então Antonio Gramsci nos dá Saul Alinsky, Saul Alinsky nos dá a Estratégia Cloward-Piven, que diz:

                                    “Vamos colapsar a economia americana através da implementação de direitos para tanta gente que o estado de bem-estar social vai ruir”.



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O trecho acima é a transcrição na integra o documentário a Agenda, disponível no youtube, dublado e legendado. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

DEUS É A RESPOSTA À AUSÊNCIA DE RESPOSTAS

Deus É A Resposta
À Ausência de Respostas

Não pude esquecer o que me aconteceu alguns meses atrás. Fui chamado às pressas para fazer a cerimônia fúnebre de uma pessoa que falecera com esclerose múltipla, no dia dos finados. Havia muita gente no cemitério, por conta do dia do feriado. Eu imaginei, quando cheguei ao local, que se tratava do velório de uma grande personalidade de Niterói, dado ao número vultuoso de pessoas no cemitério da Colina, em Pendotiba, Nite­­rói.

Quando me foi dada a oportunidade – lembro-me –, eu pre­­guei uma mensagem sobre a importância de vivermos a vida de forma coerente, produtiva, sendo solidário, fraterno, sempre construindo pontes em vez de muralhas. No término, via-se algumas pessoas com os olhos marejados de lágrimas, pelo momento e pela circunstância que envolvia o ambiente. Algumas dessas pessoas vieram me cumprimentar agradecidos pela palavra que foi dada. Uma dessas aproximou-se de mim, com toda a cerimônia exigida pelo momento, e falou, sereno, ao meu ouvido: «Eu sou ateu, mas fiquei impressionado com o que você disse. Parabéns!».

Após aquele momento, acompanhamos o cortejo fúnebre até que o corpo fosse enterrado. Voltamos. No retorno, mais uma vez fui abordado pelo mesmo homem, que me chamou e disse novamente:

– «Você costuma dar palestras em algum lugar?»
– Só na Igreja e em alguns Seminários – respondi.

Então, ele continuou:

– Eu sou ateu, mas gostei do que você disse. Queria ouvi-lo de novo.
– «Eu também sou ateu» – lhe retruquei. Não creio no «D’us» que você diz não acreditar.
– Para mim, Deus é ausência de resposta – retru­­cou-me o homem.
– Este é o pensamento de alguns filósofos. Mas para mim Deus é a respos­­ta à ausência total de respostas – asseverei.

O ho­­mem-ateu saiu impressionado por ouvir a declaração de um pastor que não acredita no “D’us” que ele acredita não acreditar.

É a partir da visão reeditada de um teocentrismo medieval esmagador que Jean Paul Sartre, expoente do existencialismo do lado francês, dizia que «se o homem é livre, Deus não existe. Se Deus existe, o homem não é livre».

É sobre esta concepção medieval que Rubem Alves diz que «para que a ideia de demo­­cracia viesse a existir no mundo, os homens precisaram deixar de acreditar em Deus». Para Altaizer, no entanto, o homem só passa a ser livre realmente quando con­­segue erradicar Deus da sua história. Esta leitura não apropriada sobre Deus fez o teólogo Fredrich Vahanian discordar da posição radical de Altaizer. Para Vahanian não devemos negar a existência de Deus. O que, se­­­­gundo ele, realmente precisa ser feito é combater a concepção distorcida que as pesso­­as têm de Deus. Esta distorção começa a partir de que Deus seja transformado na imagem e semelhança do próprio homem. É sobre esta fatídica possibilidade que Von Rad, teólogo contemporâneo, fala. Ele diz que o homem piedoso é o que corre mais perigo de transformar Deus à sua imagem e semelhança.

Corremos perigo iminente de transformar Deus numa ausência de resposta, na medida em que fazemos um culto com formas estreitas e tentamos monitorar as ações de Deus, ou ainda porque só o conce­­bemos por uma ótica religiosa.

A visão que a igreja tem de Deus quase sempre O transforma na imagem e semelhança de si mesma. Eu adiro ao pensamento do escritor evangélico que diz que não apenas os pagãos, mas os cristãos têm um Deus à sua imagem e semelhança. O Deus de suas teologias sistemáticas, dogmas, projeções, de forte componente antropomórfico e antropopático, sintoni­­zado com as fraquezas e limitações huma­nas. Não só a visão da igreja, mas também a sua missão, o seu comporta­­mento, a sua presença, as suas idiossincrasias refletem o conceito de Deus que ela possui. Ou seja: o conceito, a teologia, a doutrina que a igreja tem de Deus, termina tomando o lugar de Deus. A rigor, toda verdade oficial, convencionada, estereotipada, estra­­tificada sobre Deus é segundo à imagem e semelhança daqueles que a constroem.

Por estas e outras razões, a igreja tende a pensar Deus a partir dos seus preconceitos e a reduzi-lo ao tamanho da teologia que O forja.

A igreja evangélica no Brasil, anestesiada pela alie­­nação, pelo medo, pela acomodação, pelos privilégios, pela «teologia» caipira norte-americana que nos afoga, parece ter perdido a visão do reino e sua res­­ponsabilidade em sua implantação.

Tudo isso faz com que a visão do Deus verdadeiro, mostrado por Jesus Cristo, seja totalmente prejudicada.


REV. PAULO CESAR LIMA

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

"OPERAÇÃO MALHA O JUDAS"

A «Operação Malha o Judas» da esquerda no Brasil tem ido longe demais. Os atores desta peça têm demonstrado que as ações políticas mais obscuras, sombrias, medonhas, tenebrosas, têm sido feitas no caso Eduardo Cunha. «Denúncia e admissão se darem num mesmo dia não é evento corriqueiro», declara Reinaldo Azevedo.

Da noite para o dia, a mídia esquerdista transformou Eduardo Cunha no ator principal da «Lava Jato», porque foi depositado na sua conta na Suíça, segundo diz a imprensa falada e escrita, 5 milhões de dólares. Ora, convenhamos, sem tirar o mérito da questão nem tapar o sol com peneira, só um dos envolvidos na «Operação Lava Jato», Ceveró, devolveu aos cofres públicos a quantia de 100 milhões. Pior: Até agora os outros envolvidos principais estão pousando de bons moços, quase heróis. Por que a «Operação Malha o Judas» está correndo tão veloz, para colocar o Deputado Eduardo Cunha como protagonista da «Lava Jato»?

Segundo o jornalista Reinaldo Azevedo, a «Operação Pega-Cunha» mostra que a denúncia contra o presidente da Câmara foi aceita com rapidez inédita por Teori Zavascki». Jocosamente Azevedo diz: «É bem verdade que ele já sabia de quase tudo, né?, pois o Ministério Público Federal já tinha vazado cada vírgula».

Informações soltas, juntadas, distorcidas pela mídia, fofocas exageradas, manipulações de informações, insistência, fatos dramatizados, aqui e ali, são as últimas notícias veiculadas pela mídia esquerdista sobre Eduardo Cunha. As persistentes notícias sobre Eduardo Cunha vêm caindo como avalancha sobre a cabeça do povo brasileiro, parecendo e muito como um desvio de atenção. Por que até hoje, por exemplo, não se investigou profundamente o filho do Lula que passou de reles trabalhador a um milionário da carne no Brasil? Como essa mágica foi possível? E as contas da Presidente que foram desaprovadas pelo TCU? O envolvimento do Lula na «Operação Lava Jato»? E a CPI do BNDS que não foi aberta até hoje?

Nada foi feito até aqui. Estamos falando de roubo que chega a casa dos trilhões. Se vamos investigar, punir, expulsar da vida política alguém, vamos começar pelos protagonistas.



Paulo Cesar Lima