segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PSICOPATAS DA FÉ?!! ESSA NÃO!!!!


PSICOPATAS DA FÉ?!! ESSA NÃO!!!!

Fonte: Gritos de Alerta.

 

 

Os psicopatas são falantes charmosos, simpáticos, sedutores, capazes de impressionar e cativar rapidamente qualquer pessoa. Sua capacidade de parecer “bonzinho, educado e inofensivo” é impecável. É a pessoa perfeita, aquela que você menos desconfia de Ser um psicopata.

 

Tudo isso é uma fachada, como um teatro muito bem engendrado para esconder suas características perturbadoras:  a incapacidade de se adaptar às normas sociais com respeito a comportamento dentro da lei ou da ética social.

Não existe defesa totalmente segura contra eles. O psicopata não é exatamente um doente mental, mas sim uma pessoa que se encontra na divisa entre a sanidade e a loucura.

 

Os sociopatas exibem egocentrismo e um narcisismo patológico, baixa tolerância para a frustração e facilidade de comportamento agressivo, falta de empatia para com outros seres humanos. Geralmente eles são cínicos, incapazes de manter uma relação e de amar.  Eles mentem sem qualquer vergonha, roubam, abusam, trapaceiam, negligenciam suas famílias e parentes.

 

O QUE OS ESPECIALISTAS DIZEM A RESPEITO

 

Dr. Robert Hare “… é um enorme sofrimento social, econômico e pessoal causado por algumas pessoas cujas atitudes e comportamento resultam menos das forces sociais do que de um senso inerente de autoridade e uma incapacidade para conexão emocional do que o resto da humanidade. Para estes indivíduos – os psicopatas – as regras sociais não são uma força limitante… eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam … é como o gato, que não pensa no que o rato sente -  se o rato tem família, se vai sofrer. Ele só pensa em comida. Gatos e ratos nunca vão se entender. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato…”

 

Em 1941, Dr. Hervey M. Cleckley escreveu um livro chamado “A máscara da saúde”, no qual se referia a este tipo de pessoas. Em 1964 descreveu as características mais frequentes do que hoje chamamos psicopatas.

 

Em 1968, Stephen B. Karpmam disse “dentro dos psicopatas há dois grandes grupos; os predadores e os parasitas” (fazendo uma analogia biológica). Os predadores: são aqueles que tomam as coisas pela força. Os parasitas: tomam-nas através da astúcia e do engodo.

 

Cleckley estabeleceu, em “A máscara da saúde”, alguns critérios para o diagnóstico do psicopata, e, em 1976, Dr. Robert D. Hare, Dr. Stephen D. Hart e Dr. Timothy J. Harpur, completaram esses critérios.

 

Somando-se as duas listas podemos relacionar as seguintes características:

 

1 – Problemas de conduta na infância.

2 – Inexistência de alucinações e delírio.

3 – Ausência de manifestações neuróticas.

4 – Impulsividade e ausência de autocontrole.

5 – Irresponsabilidade

6 – Encanto superficial, notável inteligência e loquacidade.

7 – Egocentrismo patológico, autovalorização e arrogância.

8 – Incapacidade de amar.

9 – Grande pobreza de reações afetivas básicas.

10 – Vida sexual impessoal, trivial e pouco integrada.

11 – Falta de sentimentos de culpa e de vergonha.

12 – Indigno de confiança, falta de empatia nas relações pessoais.

13 – Manipulação do outro com recursos enganosos.

14 – Mentiras e insinceridade.

15 – Perda específica da intuição.

16 – Incapacidade para seguir qualquer plano de vida.

17 – Conduta antissocial sem aparente arrependimento.

18 – Ameaças de suicídio raramente cumpridas.

19 – Falta de capacidade para aprender com a experiência vivida.

 

Segundo a REVISTA SUPERINTERESSANTE (Julho-2006.p.48), estas são as principais características de um psicopata:

 

1 – CHARME: Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com frequência. Seja na política, no trabalho ou na cadeia.

 
2 – INTELIGÊNCIA: O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o Colegial.

3 – AUSÊNCIA DE CULPA: Não se arrepende nem tem dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza que nunca erra.

4 – ESPÍRITO SONHADOR: Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito é miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva.

5 – HABILIDADE PARA MENTIR: Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina.

6 – EGOÍSMO: Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo bem para ele, não interessa como está o resto do mundo.

7 – FRIEZA: Não reage verdadeiramente ao ver alguém chorando ou sofrendo.

8 – PARASITISMO: Quando consegue a amizade de alguém, suga até a medula.

OS PSICOPATAS DA FÉ

 
Agem de forma sorrateira, a enganar as pessoas. Chegam de mansinho, no inicio são uns amores de pessoas, atenciosos, olhares sérios, mas mal sabem as pessoas que os olhares sérios são para olharem melhor e se prepararem para suas próximas investidas.

 

Sempre vestidos de ovelhas, com mansidão, mas a mente cheia de coisas ruins e destruição. A fala é mansa e polida, mas a intenção cruel e nociva. A roupa é de marca e alinhada, mas alma é doente e esfarrapada. Usam relógios bonitos e atraentes, mas a língua são espadas entre os dentes.

 

Charmosos e simpáticos; mentirosos e manipuladores. Os psicopatas não se importam de passar por cima de tudo e de todos para alcançar seus objetivos. Egocêntricos e narcisistas, eles não sentem remorso, muito menos culpa. Se algo ou alguém ameaça seus planos, tornam-se agressivos.

 

São inteligentes, mas insensíveis, frios, manipuladores, e sua capacidade de fingir sentimentos é perfeita. Se descobertos, são mestres em inverter o jogo, colocando-se no papel de vítimas ou tentar convencer de que foram mal interpretados. E estão conscientes de seus atos.

 

E estão sempre conscientes de todos os seus atos, pois, diferentemente do que ocorre em outras doenças mentais, os psicopatas não entram em delírio. A psicopatia atinge cerca de 4% da população (3% de homens e 1% de mulheres), segundo a classificação americana de transtornos mentais. Sendo assim, um em cada 25 brasileiros enquadra-se nesse perfil. Mas isso não significa, é claro, que todos são bandidos em potencial.

 

E quero informar que esse número também atinge Lideres, Pastores, Bispos, Cantores, Músicos etc.

 

Olhando para nossos dias, é comum ver nos noticiários fatos que envolvem líderes evangélicos ou mesmos membros de comunidades evangélicas:

 

Você, antes de consagrar um obreiro, procurou saber mais sobre ele?

Em muitos casos, a omissão de muitos líderes tem levado a destruição de muitas famílias, pois consagram pessoas que foram reprovadas por Deus, levando, assim, essas pessoas a continuarem a sua caminhada de destruição.

Uma coisa é certa. O final dos tempos está chegando, e precisamos ficar atentos, pois muitos outros psicopatas da fé vão aparecer por aí, com olhar de boas intenções, mas um coração de rapina, esperando a próxima vítima aparecer.


CUIDADO: A próxima vítima pode ser você.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A CURA PELO AMOR


A CURA PELO AMOR

Texto: Mateus 20:34


 Quero começar esta reflexão asseverando que os milagres da história de Jesus nos evangelhos têm como pano de fundo, como elemento motivador, o amor, a compaixão, a misericórdia. De fato, o que impulsionava Jesus para a realização dos seus milagres era o fato de estar fazendo justiça aos injustiçados: “Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo seus olhos viram; e eles o seguiram” (Mateus 20:34). A razão, historicamente falando, é muito simples:


No tempo de Jesus a medicina era incipiente. Não havia medicina preventiva. Hospitais, ambulatórios etc. Quando muito havia remédios que a natureza oferecia e que a experiência comprovava como benefícios.


A saúde era um problema que geralmente se resolvia com a morte; mortes prematuras, vida curta, cegueira, paralisia, doenças de pele que se arrastavam pela vida inteira.


As doenças que pareciam inexplicáveis porque não se lhes via nenhuma causa perceptível eram atribuídas aos “demônios”, espíritos maus impuros, que se haviam introduzido dentro das pessoas, apoderavam-se delas e as impeliam de realizar corretamente suas funções, privando-as do domínio normal do seu corpo. O “espírito mau” se havia introduzido tão fundo que parecia dobrar o homem e a sua personalidade. Isso acontecia, por exemplo, com a mudez, surdez, a epilepsia, a loucura etc. Quando se vê claramente que o corpo está mal, com lepra, cegueira, hemorragias, febre, perna ou braço quebrado, atrofiado etc., nunca essas enfermidades, nos evangelhos, são atribuídas aos “demônios”.


Os enfermos: cegos, coxos, mutilados, paralíticos etc. e, sobretudo, os leprosos, estavam entre os pobres mais pobres. Normalmente todos eles eram também mendigos. Era sua única chance de subsistência.


Além disso, a enfermidade era vista como castigo de Deus pelos pecados: “Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Os discípulos pergunta- ram: ‘Mestre, quem foi que pecou, para que ele nascesse cego? Foi ele ou seus pais?’” (Jo 9.1,2). Por essa razão os enfermos eram considerados “impuros”, discriminados também pela religião judaica. Consequentemente podiam permanecer somente nas portas externas da esplanada do Templo ou, quando muito, no pátio dos gentios ou pagãos, que também eram considerados pecadores e impuros.


Ao lado dos pecadores, os enfermos (que segundo a religião judaica são também pecadores) são os preferidos de Jesus em sua atividade em vista do Reinado de Deus.


Jesus une sempre o Reinado de Deus, o anúncio da Boa Notícia, o poder e autoridade que dá a seus discípulos e seguidores, com a cura corporal. Foi assim que a comunidade cristã entendeu, desde o início, sua missão. Comprova-o o texto de Lucas 9.1-6:


E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades. E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos e disse-lhes: Nada leveis convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. E em qualquer casa em que entrardes, ficai ali, e de lá saireis. E se em qualquer cidade vos não receberem, saindo vós dali, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles. E, saindo eles, percorreram todas as aldeias, anunciando o evangelho, e fazendo curas por toda a parte.


Nos evangelhos encontramos numerosas curas milagrosas atribuídas a Jesus. De um total de 32 milagres, 22 são curas. Podemos agrupá-las assim:


A. Quatro curas de cegos:

1. O de Jericó (Mc 10.46-52)

2. O de Betsaida (Mc 8.22-26)

3. O de nascença (Jo 9.1-41)

4. Os dois cegos de Cafarnaum (Mt 9.27-31)

         B. Três curas de paralíticos e a de um enfermo numa cama:

1. O homem com a mão seca (Mc 3.1-6)

2. O paralítico de Cafarnaum (Mc 2.1-12)

3. O enfermo de Betesda (Jo 5.1-18)

4. A mulher na sinagoga (Lc 13.10-17)


C. Duas curas de leprosos:

1. De um leproso (Mc 1.40-45)

2. De dez leprosos (Lc 17.11-19)


D. Duas curas a distância (“à distância” porque os judeus não podiam entrar nas casas dos pagãos; a mulher cananeia e o oficial romano são pagãos).

1. A filha da cananeia (Mc 7.24-30).

2. O empregado do oficial romano (Mt 8.5-13).


E. Cinco curas com libertação:

1. O de Gerasa (Mc 5.1-20)

2. O menino epilético (Mc 9.14-29)

3. O endemoninhado mudo (Lc 11.14,15)

4. O da sinagoga de Cafarnaum (Mc 1.21-28)

5. Madalena (Lc 8.1,2).

F. Diversas curas:

1. O surdo-mudo da Decápole (Mc 7.31-37)

2. A sogra de Pedro (Mc 1.29-31)

3. A mulher com hemorragia (Mc 5.25-34)

4. O hidrópico (Lc 14.1-6)

5. A orelha de Malco (Jo 18.10)

Além disso, os evangelhos apresentam curas em massa:

Em Cafarnaum (Lc 4.40,41); num povoado (Lc 5.15); ao descer do monte (Lc 6.18,19); diante dos mensageiros de João Batista (Lc 7.21-23); em Betsaida (Lc 9.11) etc.


A CURA PATROCINADA PELO AMOR

      Para falar o que eu quero sobre o tema supracitado evoco a lembrança de um filme que marcou a minha vida: “Uma Mente Brilhante” (“A Beatiful Mind”) sobre a vida do Matemático Americano John Forbes Nash, onde Russell Crowe interpreta o papel de um homem acometido por esquizofrenia, e que apenas sobreviveu em condições mínimas de trabalho e produtividade em razão de ter confiado no amor de sua mulher Alcia Nash.


O que me leva a evocar a memória do primeiro filme (2001) é o fato simples e poderoso que ele apresenta: uma pessoa doente precisa se ver através dos olhos de alguém que a ame a fim de encontrar sua saúde e equilíbrio.


John Nash, brilhante, superdotado, venturoso em tudo o que fazia, subitamente começa a entrar num mundo paralelo tão real quanto tudo o mais que ele chamasse de real, com a diferença de que somente ele via o que via, e, portanto, tratava-se de algo subjetivo e não real para o resto do mundo.


Sua salvação não da esquizofrenia, mas sim da “loucura”, só foi possível porque ele admitiu a esquizofrenia, entregando suas decisões sobre o que era ou não real entre as coisas que via, ao julgamento de sua esposa.


Assim, confiando no juízo e no discernimento da esposa, e, sobretudo no seu amor por ele, foi que Nash conseguiu viver com a esquizofrenia sem enlouquecer.


De vez em quando ele tinha de perguntar à sua mulher se as pessoas que estavam diante dele eram reais ou apenas subjetivas em sua percepção, e, assim, conseguiu, mediante a fé no amor de sua mulher, encontrar o termo de aferimento de sua própria realidade.



A salvação de John Nash esteve e está no fato de ele confiar no amor de sua mulher por ele, e, assim, conferir com ela o que era ou não real.


Ter gente de bom senso e de confiança, e que nos ame, sempre sendo consultados sobre nossas próprias impressões, é algo vital para a saúde de nossas mentes.


 Fé e amor continuam a ser os únicos elementos capazes de preservar a integridade de nossas mentes num mundo de falsificações e de construções alucinadas. Isto porque pensamos coisas sobre nós mesmos que não são reais e interpretamos a vida com critérios de uma subjetividade que raramente casa com os fatos reais da existência.


É assim que o tímido é visto como arrogante silencioso, o falante é percebido como metido, o quieto é olhado como fraco, o prestativo enxergado como interesseiro, o recluso como antissocial, o triste como infeliz, o belo como bom, o feio como mal e o simples como tolo.


Resolutamente, posso dizer que o amor que não desiste de amar, o amor que ampara, o amor que motiva, o amor corajoso, o amor condutor, o amor que supera, o amor que não deixa morrer a quem ama, o amor valente, impávido, destemido, afoito, intrépido, denodado, o amor protetor, o amor que resguarda... para um doente já é meio caminho da cura.


Termino parafraseando o título de um livro que li faz algum tempo: “Quem ama não adoece”. Eu digo: “Quem é amado não morre!”


Deus, algumas vezes, aceita esta exceção!!!!!!
Rev. Paulo Cesar Lima
Pastor Presidente da Catedral